segunda-feira, 27 de outubro de 2025

Entre #Dylan, Belchior e os corredores da #UECE: uma #geografia da escuta


“Flashing for the warriors whose strength is not to fight” — essa frase me atravessou como um raio. Encontrei ela nos comentários de um vídeo do Bob Dylan, e desde então, nunca mais saiu de mim. É uma homenagem aos que hashtagresistem sem armas, aos que lutam com princípios, aos que fazem da palavra sua trincheira.

Mas essa frase não chegou até mim por acaso. Ela é parte de uma hashtagcaminhada que começou lá atrás, nos corredores do Bloco G da Universidade Estadual do Ceará, onde a Geografia me apresentou ao hashtagBelchior. E Belchior, com sua voz de resistência e inquietação, me apresentou à literatura — hashtagEdgarAllanPoe, hashtagDrummond, e tantos outros que habitam o mesmo universo lírico e crítico. Mas foi também Belchior quem me apresentou ao Bob Dylan.

A primeira música que ouvi foi hashtagLikeaRollingStone. Na época, achei que ele falava das pedras que rolam e não criam musgo. Hoje, entendo que essa imagem é só a superfície. A música fala de queda, de liberdade, de perder tudo e continuar. É sobre não ter mais nada a esconder. É sobre caminhar.
E foi isso que eu fiz. Desde aquele dia, venho seguindo esse caminho — consumindo a poesia dylanesca, aprendendo a escutar o mundo com outros ouvidos. Porque Dylan não é só para ouvir. É para ruminar, para ler nas entrelinhas, para sentir o tempo que passa entre os versos. E Belchior sabia disso. Ele me deu o hashtagmapa. Dylan me deu a estrada. O caminhar por este caminho.

Essa caminhada se entrelaça com tudo: com a escalada da violência urbana que assola o Ceará, com a violência financeira que humilha milhões de brasileiros, com a inquietação diante da militarização da nossa vizinhança. Mas também se entrelaça com a hashtagesperança — de que a arte, a escuta e a palavra ainda são formas de resistência.

Hoje, olho para trás e vejo que a Geografia não me ensinou apenas sobre hashtagespaço. Ela me ensinou sobre escuta. Sobre hashtagterritórioafetivo. Sobre como a cultura pode ser um mapa para entender o mundo.
E sigo caminhando.

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