segunda-feira, 27 de outubro de 2025
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Bem-vindo de volta ao blog! Em 2012, iniciei este blog com o nome "Geointerativo". Ele nasceu como um espaço para compartilhar reflexões e expandir a discussão sobre Geografia, mas, como acontece em muitos projetos, as demandas da vida acabaram adiando sua continuidade. Hoje, com mais experiência e motivação, retorno a este projeto com um novo propósito e nome: "Territórios em Ciclo Blog", em total sinergia com meu canal no YouTube, Territórios em Ciclo.
Mas essa frase não chegou até mim por acaso. Ela é parte de uma hashtag#caminhada que começou lá atrás, nos corredores do Bloco G da Universidade Estadual do Ceará, onde a Geografia me apresentou ao hashtag#Belchior. E Belchior, com sua voz de resistência e inquietação, me apresentou à literatura — hashtag#EdgarAllanPoe, hashtag#Drummond, e tantos outros que habitam o mesmo universo lírico e crítico. Mas foi também Belchior quem me apresentou ao Bob Dylan.
A primeira música que ouvi foi hashtag#LikeaRollingStone. Na época, achei que ele falava das pedras que rolam e não criam musgo. Hoje, entendo que essa imagem é só a superfície. A música fala de queda, de liberdade, de perder tudo e continuar. É sobre não ter mais nada a esconder. É sobre caminhar.
E foi isso que eu fiz. Desde aquele dia, venho seguindo esse caminho — consumindo a poesia dylanesca, aprendendo a escutar o mundo com outros ouvidos. Porque Dylan não é só para ouvir. É para ruminar, para ler nas entrelinhas, para sentir o tempo que passa entre os versos. E Belchior sabia disso. Ele me deu o hashtag#mapa. Dylan me deu a estrada. O caminhar por este caminho.
Essa caminhada se entrelaça com tudo: com a escalada da violência urbana que assola o Ceará, com a violência financeira que humilha milhões de brasileiros, com a inquietação diante da militarização da nossa vizinhança. Mas também se entrelaça com a hashtag#esperança — de que a arte, a escuta e a palavra ainda são formas de resistência.
Hoje, olho para trás e vejo que a Geografia não me ensinou apenas sobre hashtag#espaço. Ela me ensinou sobre escuta. Sobre hashtag#territórioafetivo. Sobre como a cultura pode ser um mapa para entender o mundo.
E sigo caminhando.